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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Carnaval

Eu sou uma pessoa que tem essa relação com o Carnaval:





E tudo começou quando eu era muito pequena e totalmente influenciável pelos meus pais








PAUSA PARA O FLAAAAAASHBACK


Chegava a época do Carnaval, e eu como toda criancinha, não ligava a mínima pra isso porque era como qualquer época do ano com feriado mesmo






Mas a minha família tinha um jeito legal de curtir o Carnaval, comparecendo a todas BANDAS DE RUA que fosse, hum, aceitáveis.

Então no Carnaval meu dia era assim:







+
(ERA SÓ PROS ADULTOS, JURO)
+





E no final do dia eu tava sim:







FIIIIIIIIM DO FLAHSBACK!!!








Aí que hoje é meu dia de folga e eu estava conversando com a mamain como o Carnaval já tá bem ai gente, e como é uma época muito linda e SAUDADES CARNAVAL, VEM LOGO SEU LINDO!

E surgiu uma dúvida: 

Do que vamos fantasiar  O RAFAEL este ano?

Resolvi ser uma tia legal e perguntar o que o meu sobrinho queria se vestir esse ano. E aí foi que surgiu uma pequena crise:

Eu: - Que tal uma fantasia bem legal e criativaa?????

Ele: - Não! Eu quero me vestir de super homem

Eu: - Porrr queeeeeeeeee?????? Vai ter mil meninos vestidos de super homem!!!!!! (Sou uma pessoa que respeita os desejos do meu sobrinho)

Ele: - Por que tu lembra o que aconteceu da última vez que a vovó me fantasiou né?






PAUSA PARA EXPLICAÇÃO





A minha mãe nunca foi, hum, uma mãe muito de acompanhar as tendencias maternas e SER LEGAL com a gente SEM DEIXAR a gente passar a vergonha.

Pra vocês terem uma ideia a minha vida escolar toda minhas amigas iam assim para a aula:



Eu:



E quando ela tava ~inspirada~ e queria que eu fosse enfeitada me deixava assim:


EU JURO pra vocês que queria que fosse "modo de falar", mas não é.


FIM DA EXPLICAÇÃO





Depois de lembrar da minha infância, fiz um esforço pra lembrar o que aconteceu com o Rafael da última vez que ele "pediu" fantasia.





INICIO DO SEGUNDO FLASHHHHHBACK

 Mamãe super empolgada: Tenho uma ideia genial!!!!!

Rafael, inocente: EBAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!

Mamãe: Vou te fantasiar de uma coisa que nenhum coleguinha teu vai

Rafael, muito mais empolgado: IRRRRRRUUUUULLLLLLLL!





Dez minutos depois o Rafael saia de casa com muita vergonha e vestido de:











FIM DO FLASHBACK!









Rafinha: Titia, sabe o que foi eu ter que inventar que era um HULK barbado/sujo pros meus amiguinhos? Foi terrível!!!!!!!










E depois disso já comecei a imaginar o Rafael este ano vestido de:














Porque ele ainda não tem idade de escolher e ainda tem que passar mais um pouquinho de vergonha



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

G.E.N.É.T.I.C.A.

Não espere por um post sério sobre Ciência.


Até porque, meus caros, duvido muito que você esperasse isso de mim achasse mesmo que eu quisesse fazer um tratado epistemológico científico hermenêutico aqui néam?





(Desculpa decepcionar a senhora, mãe)


A questão é que o papain veio para São Paulo essa semana pra me ajudar numas parada doida e eu descobri que temos muitas coisas em comum, principalmente a gaiatice facilidade de fazer novos amigos.




Começa assim: 

Meu pai chega no meu prédio muito feliz e empolgado gritando:

-  WHATS UUUUUPPPPP?????



Porteiro da manhã que não fala com ninguém vira pro lado e: 

- ...

Meu pai se sente desafiado, olha pros lados e vê algo que pode puxar assunto:

- E a derrota do Palmeiras hein?
- E a novela ontem?
- Que clima doido hein?
(Qualquer outro assunto do mundo aqui)

Nessa hora eu tô bem assim:




E então papai me olha assim:





E, por incrível que pareça, dois segundos depois o cara que nunca na vida disse um "bom dia" já está assim com o meu pai:







O que isso pode ser, além de um dom?



Decidi desafiar o meu pai no que eu faço de melhor e duelamos no quesito "amizade com um taxista". Não que eu seja competitiva, era só uma brincadeira mesmo, sério, nada demais...

Entramos num carro onde o taxista devia ter uns 324 anos e não escutava direito:


Eu super natural:




Meu pai, nem ligando:





E o taxista... sendo ele mesmo:




E depois de quatro frases papai e o motorista já estavam combinando uma viagem para Santos, que meu pai não iria fazer, mas falou só pra conquistar o cara



(A.p.e.n.a.s. o.b.s.e.r.v.o.)



Dois minutos depois percebo que tenho que comer muito feijão com arroz mesmo pra chegar no nível do papain e, finjo uma dor de cabeça e me calo.



Porque pode até ser um dom bizarro ou algo genético, mas fazer amizades com pessoas estranhas requer anos de prática...


E eu ainda só tenho  24 anos...




E meu pai, sei lá, já passou dos 50....






(sim pai, perco a disputa, mas não deito!)


domingo, 27 de maio de 2012

Tchau, vô!

Foram quase 20 anos de convivência diária. O vô era o responsável por cumprir tarefas essenciais na casa: comprar água, pagar a conta da água, fazer as vontades da neta quando ela choramingava.
O vô comprava o pão quente e a coca-cola gelada pra quando chegasse da pré-escola tivesse o que comer assistindo Castelo Rá-tim-bum e Carrossel. O vô adorava Carrossel.
- Mariaaaaaanaaaaaa começou!, era o que era dito.

A Mariana, que há bem pouco ainda se chamava de "Maiana" ia correndo com o urso do Baby, da Família dos Dinossauros, debaixo do braço. Era inexplicável a sensação de assistir Carrossel com o vô.



Mariana virou Mari. Vieram as Caprichos. Os sorvetes de sabor Chiclete viraram Chicabons. Crédito pra celular, a nova sandália Melissa. O vô resmungava, mas patrocinava.

Começaram as tarefas: 
- Vá buscar o jornal de domingo logo agora à noite!
- Vá comprar leite em caixa que tá em promoção.
- Compre banana que a minha já acabou.
...

A mais chata delas era pôr colírio. Eu não entendia porquê o vô tinha que pôr colírio toda hora! E porque ele sempre fechava o olho na hora que, finalmente, a gota caia. 

O vô se foi quando eu realizava um sonho.
Pós-primeiro dos três dias de Rock in Rio que tínhamos comprado, o vô, o Rei da Saúde da casa, teve um AVC e foi pro hospital onde poucos dias depois morreu.

O vô não viu que Carrossel teria uma nova versão com a Maysa, aquela garota assustada "a beça" pelo "camarada" do SBT.
O vô não viu que agora quem precisa pôr colírio toda a hora no olho sou eu e eu não consigo manter os olhos arregalados por mais de 2 segundos.

E, quase um ano depois, é essa a minha forma de dizer: tchau, vô.


sábado, 26 de maio de 2012

O cemitério


Estamos ficando velhos, e isso é indiscutível. A parte boa disso é que começamos a prestar a atenção em antigos costumes que antes nos passavam batido, mas que no fim faziam todo o sentido.



Quando criança, no dia das mães, sempre me acordavam cedo para ir à missa e depois ao cemitério.
Minha avó conhecia as coordenadas exatas de todas as sepulturas da famílias, os pontos de referência. 
Era um aprendizado constante para minha mãe e tia que assistiam aquilo com tal dedicação como se fosse necessário aprender para a sua sobrevivência.
A troca de flores, a reza, a limpeza da sepultura ao lado de quem não conhecíamos, mas que estava abandonada. Tudo isso era anotado mentalmente, sem que fosse necessário dizer o passo-a-passo.
Minha avó nos deixou.
Este ano fomos ao cemitério, como se fizesse parte de nós essas ações neste dia.
Mãe e tia na frente, eu e prima atrás. A tradição silenciosa se repetia. As coordenadas aprendidas eram indicadas, o modo de arrumar as flores, engolir o choro, chorar. De ajudar as sepulturas ao lado. Tudo foi repetido.
A sensação que deveria ser de tristeza nada mais era que o fim de um pouco da saudade. De dever cumprido. De paz.

A foto foi tirada pela prima artista. Os modos de decorar as coordenadas, mudaram :).

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pelo direito de sentir preguiça

Hoje é feriado e como é de costume, viemos para casa da minha avó. Há séculos eu não vinha pra cá, depois que a minha baixinha dançarina de boleros antigos nos deixou nem faz muito sentido vir e tomar o café dela nas coisas dela.
Mas antes de começar a sentir saudades tem outra coisa que sempre aparece quando eu entro aqui: a preguiça.
É chegar, beijar os primos e tios, me jogar no sofá e assisti tv ou usar o computador até a hora de comer. Depois nós comemos, e voltamos pra preguiça.
Hoje, tomando cafe da manhã quase as 11h, contei pra minha tia o meu estado, que por sua vez me surpreendeu com a sua atitude.

No chat do gtalk.

Eu: Tô me sentindo meio mal.
Caio: Por que?
Eu: Eu tô com preguiça, disse isso pra minha tia e ela disse que não era pra eu falar isso porque a preguiça era irmã do cão.
Caio: Cão?
Eu: É, o demo.
Caio: Ah então conheço gente com o demo no corpo porque...

....

Qual é o problema de sentir preguiça?
Sou totalmente a favor de existir um dia em que ter preguiça não seja algo condenável ou diabólico. Assim eu poderia passar o dia inteiro assistindo tv sem peso na consciência.

(feriadão)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Trânsito e fraldas

Que eu tirei minha carteira de motorista há algum tempo você já sabe, mas que eu tenho me aventurado no trânsito já é outra história...

Hoje era meu dia de visita no hospital. Gaiatei-me (oi?) e pedi:
- Amoor deixa eu ficar com o carro a tarde?

E, para a surpresa de muitos ele respondeu:

- Claro amor, só nao bate.

Achei Ó-TI-MO, afinal essa era a minha intenção!


Para essa jornada convoquei um time pra me ajudar: Safira (jovem estudante de medicina, minha amiga há 5 anos, pedreira pra toda obra!) e Rafaella (produtora, prima/irmã mais velha representante da família).

A parada começou logo no inicio da tarde, assim que deu aquele chuvisco desesperador, afinal eu não sei dirigir nem no seco cumpadi! Mas logo a chuva diminuiu e nós saimos.


(Eu)

Que eu quase bati em um carro que, se eu tirasse um cm da tinta da lataria, teria que pagar por toda a minha vida ninguém precisa comentar/ficar sabendo... Até porque hoje, finalmente, eu entendi que

O TRÂNSITO É UMA SELVA

Onde o mais forte/caro vence todas as paradas, motoqueiros surgem do asfalto e os carros tendem a puxar para um lado, que por a caso é onde as calçadas ficam de bobeira.

(muito perto?)

Meu amigo... os carros voavam nas minhas costas, motoqueiros cruzavam a minha frente e eu me cagava todas as vezes, exatamente TODAS as vezes em que um caminhão/ônibus se aproximava... Fraldas Geriatricas JÁ!


(To aceitando de presente)

Mas entre mortos e feridos todos se salvaram: Eu, Safira, Rafaela, Mototaxistas e a lataria do carro! Apenas caras de espanto e terror.


(Tá todo mundo curtindo o passeio?)

Além disso tudo eu ganhei um brinde: Uma tábua de passar aclopada! Na verdade eu já a carregava há anos, só não percebia que elas, minhas costas, tinham essa outra finalidade. Já que durante toda essa tarde tranquiiiiila ela ficou tão tensa, mas tão tensa que só conseguir virar o pescoço direito depois de tomar 1 Dorflex e passar por três massagistas profissionais: Caio, Rafabel e minha mãe.

Uma coisa é certa, pra eu enfrentar essa selva de novo eu vou ter que está equipada com Fraldas Geriatricas potentes, um protetor para pescoço e em um feriado nacional em que todos tem que ficar em casa (tipo na Copa de 2018!), ai sim vou ficar DE BORED!

Canta pa nois mano?


TÁ DE BOREEEEEEEED OOOOOOO
TÁ DE BOREED Ô, Ô, Ô, Ô!
TÁ DE BOREEEEEEEED OOOOOOO
TÁ DE BOREED Ô, Ô, Ô, Ô!

(eu de boa no trânsito)



E a Safira ainda tem a coragem de dizer pro Caio:

- Relaxa.. ela tá dirigindo BEM PRA CARAMBA!

E ele dizer:

- Eu seei! Eu seei!


(Caio/Safira)


Obs: Sei que tenho a melhor amiga e o melhor namorado do mundo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pronomes de Tratamento

Quando estamos na escola (e também na faculdade, caso você faça Letras) aprendemos os Pronomes de Tratamento, aquele papo de Eu, Tu, Ele.. Vossa Senhoria, Reverendíssimo e por aí vai... Mas eis que ontem, ao jantar com o meu pai, percebi que as gerações masculinas de minha família costumam usar os P.T. diferenciados, de acordo com a sua época.

Por exemplo:
Quando meu avó vai ligar para algum lugar ou comentar algo sobre alguém ele chama a pessoa de Camarada. O Tratamento é usado tanto para homem quanto para muher, tipo: O Camarada disse que amanhã é que saí o pagamento de todo mundo. Ooou: A Camarada ainda riu do menino que caiu! Não importa o quanto eu diga pro vovô que "camarada" saiu de moda, ele continua usando!

Meu pai tem mania de atender o telefone chamando de Super. Tipo: Faaaaaala Super, resolveu aquelas broncas? Broncas é outra gíria muito usada pelo meu pai, além de Capital e outros neologismos do momento.

Para o meu irmão ninguém tem nome, todo mundo é Mano. Se fosse contar quantos Manos nós temos dava pra encher meu bairro na boa. Leke, Da hora, Paradas, Bronx e outras mil gírias que só os Manos falam.

Meu sobrinho pequenininho já chama de Amiguinhos ou Melhor Amigão. Além de criar mil gírias em um inglês que só ele conhece como Shelbi.

Se expressar dentro das normas cultas está totalmente no meu padrão. Eu só uso português extremamente correto, e os meus pronomes de tratamento são empregados de forma exemplar. Não uso gírias, NUNCA! Decorei a gramática inteira... [contéudo duvidoso]

domingo, 24 de janeiro de 2010

Animação de Vó

Os domingos são sempre típicos: churrasco, bebida, jogos, filmes, crianças, mãe, tios, vovó... Minha mãe resolveu tirar umas férias da gente no sítio, e ficamos a pão e água.. Como todo bom vagabundo, corremos pra casa da vovó!
Aaaaaaaahhh... A casa da vovóóó! Muito carinho, comida, huuummm doces, tortas, lasanhas! Primos jogados de ressaca pelos cantos, churrasco, cerveja, coca geladérrima, dominó, fiilmes com pipoca... A realização de qualquer um!
Estava eu aqui, jogada na sala, com um pé em cima da mesa, uma mão sob o teclado e outra no copo, balbuciando qualquer coisa quando minha avó sai do quarto só de pijama cantaralolando.
Olhei aquilo por debaixo dos meus óculos e falei um preguiçoso: Vóóó..?! Ainda cantarolando disse: Oooi? (em tom musical). Fechou a porta do quarto e instantes começou a tocar em altíssimo som um brega antigo: "Eu daria a minha vida pra te esquecer" e ouviu-se vários pés se arrastando dentro do quarto, de modo desordenado e desgovernado e minha avó acompanhando super entusiasmada a letra daquele Wanderley Andrade dos anos 20!
Eis que um a um passaram pela porta dela e uns disseram: vovó tá animada hein? Como se fosse a única coisa que pudesse ser dita naquele momento.
Depois de uns dez minutos de arrasta-pés e coral súbito.. Minha avó-quase-groupie sai do quarto ajeitando o resto do pijama, me joga um beijo e pergunta: Quer bolo filha?
Eu, que estava estática há alguns minutos, largando de mão a história do Brad e da Jolie que tava lendo, olhei pra ela e afirmei com a cabeça.
Voltei pro computador como se a vida voltasse ao normal. Minha avó mudou pro Roberto Carlos (o que é totalmente sustentável e de bom gosto), abaixou o volume e deitou pra dormir. Peguei mais Coca, meu pedaço de bolo, estiquei minha perna e tratei de deixar de imaginar minha avó dançando brega com pouca roupa. Afinal, qualquer coisa é menos importante que uma barriga forrada por comidinhas de vovó!

(Vovó e suas amigas nos anos 20)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Made in Miami

Ainda hoje vo almoçar na minha avó nos domingos, é a gente reune um bando de primaradas e tios e quem é de beber bebe, quem joga dominó faz campeonato, quem gosta de filme passa o dia no quarto com pipoca, as crianças brincam e etc.
Como minha mãe não dirige, nem eu, e muito menos meu sobrinho de 3 anos dãã!.. Nos locomovemos de BUZÃO ou da boa vontade alheia.. E eis que um dia meu tio Heraldo foi nos buscar.
No meio do caminho, dentro de uma conversa engatada ele solta: - Aaah minha prima foi em Miami e trouxe um presentinho pra mim. Achei super phyno e perguntei: - O que é tio?
Nesse momento ele puxou o celular velho do bolso. Os nossos olhares voltaram-se para o celular e ouviu-se um vago Huuummm de quem não entendeu bulhufas. Resolvemos voltar para o papo anterior que fazia mais sentido.
Quase chegando na casa da vovó, minha tia (mulher dele) liga pra pedir pra comprar refrigerante. Foi ai que vimos o tal do presente.
Descontroladamente o celular do Heraldo começou a psicar, jorrar luz colorida pra todos os lados, dançar frenéticamente ao som de uma música estranha. BIZARRO! Todo mundo ficou com cara de QQQQQ?
Ele demorou quase um minuto pra atender, acho que era pra gente ver de perto todo aquele show de tecnologia estranha. E antes de falar alô ele virou pra minha cara pasma e diz: - Legal né? É uma bateria nova. Coisas de made in Miami.
E quem sou eu pra dizer algo? Eu hein.. Vai entender.

(celular do Heraldo sendo usado)