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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O trabalho

Disse aqui que terminaram minhas aulas de Ciência Política, mas não disse que estou empenhada no terrível, abominável, destruidor, horripilante...




TCC



Ok, talvez eu tenha sido um pouco exagerada agora (quase nunca eu sou, na verdade deve ter sido um colapso, sei lá o que me deu porque isso não é meu feitio), porque eu até gosto do tema do meu trabalho, afinal, néam, fui eu que escolhi ele.












A verdade é que eu decidi me afastar do mundo pra fazer esse trabalho...






Expectativa:






Realidade:










... E tenho passado muitas horas refletindo sobre a política




Expectativa:




Realidade:










...







OK, FOI BRINCADEIRA, TÁ?


Meu orientador me tem no facebook e pode chegar a essa página (ok, que eu acho que ele tem muito mais o que fazer da vida), e me dar uma bronca com citações de Rousseau e Maquiavel que talvez eu não entenda da primeira vez e me deixe constrangida!!!!!!!!!!!!!!






OK???????????????????????


Voltando....



Como eu decidi fazer meu tcc sobre um político lá da Manaush e, bem, eu moro em São Paulo, eu tenho me sentido mais ou menos assim procurando informações sobre ele:







+







+







Mas eu nããão deito, né quiridinhasssss? E passo o dia assim: 







Com a minha casa assim:







E só desejando isso:








ou isso:



(É PEDIR MUITO?????????? NÃO!!!!!!!!!! AFF)





Mas na verdade eu tenho isso aqui ó:








Porque pessoas isoladas do mundo tem que ter a vantagem de não poder ser condenadas pela sociedade, né?





Sociedade, me aceite!!!!!!























Até porque eu sou uma pessoa que está cuidando do seu intelecto!!!!!!!

















Tá bom, mãe, não precisa me ligar... Já tô indo lavar!





segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O careca do hospital

Ele devia ter uns 17 anos, ou 21 no máximo. Media uns 1.78m, era bem magro, mas bem firme também. Não dava para ouvir a sua voz, mas algo me dizia que era forte e segura, como se nada o abalasse. 
Na fila para fazer exame médico ninguém é muito feliz ou confiante. É difícil ter as duas características quando se está em jejum e prestes a receber uma agulhada. Ele tava acompanhado do pai que parecia menos confiante que o jovem careca. Os dois aparentavam cansaço, mas estavam com uma cara de que enfrentariam uma guera inteira...
Eu estava lá há uns 40 minutos. Para uma garota de 16 anos, 40 minutos é o tempo de uma vida e não pode ser desperdiçada vendo Bob Esponja na tevê da sala de espera. Naquela época eu tinha ainda muito forte uma mania que ainda preservo: imaginar a vida das pessoas, seus nomes, suas idades, profissões e sonhos. E algo me dizia que o careca seria um bom personagem. 
Fixei meus olhos de forma contida, para que ninguém ali achasse que o meu olhar não fosse nada além de profissional/acadêmico, respirei fundo, e o chamaram para entrar na sala de exame.

Ele tinha chegado depois de mim e naquele hospital só havia três opções para entrar na lista de prioridades: grávidas, idosos e pacientes com câncer.
Era moda os adolescentes da época usar cabelos raspados. Tinha algo de jogadores de futebol ou algo do tipo, mas naquele caso não era moda e me custava acreditar nisso.
Fiquei parada uns minutos, constrangida por não ter pensado que poderia ser uma possibilidade. Chamaram meu nome e quando eu entrei na sala de exames o careca saiu. E me olhou como se eu fosse uma de suas personagens e como se ele soubesse da minha vida, dos meus sonhos e do que eu queria como profissão. Olhou forte como se nos conhecêssemos, como se me dissesse: "vai lá! É só uma agulhazinha, não vais nem sentir". E foi embora.

Aquela imagem ficou gravada na minha cabeça e pensei que seria porque pela primeira vez via alguém da minha idade lutando por algo tão sério e doloroso. Imaginei que isso logo ia passar e que novos personagens viriam.

De fato vieram.

Tempos depois, um ano talvez, um grupo de amigos foi almoçar na minha casa. Era um domingo. Para ninguém ter trabalho decidimos ir na churrascaria próxima a minha casa comprar tudo, levar para lá e fingirmos pra nós mesmos que eramos adultos que sabíamos cuidar da nossa alimentação. 
Entramos. Pedimos. E dois amigos ficaram encarregados de esperar lá dentro enquanto a turma bagunçava lá fora. Como demorava mais do que o costume decidi entrar pra ver o que estava acontecendo.
"Nenhum problema com o nosso pedido não, tem muita gente mesmo", disse o amigo. "Mas aquele cara lá está passando mal, acho que é de fome".



Ele continuava careca. E pelo "passar mal" deduzi que faziam poucos dias da última sessão de quimioterapia. O pai o apoiava até sentar e uma garçonete o abanava. A cidade é naturalmente quente, mas naquele dia não tava um calor infernal. A cena me arrepiou e doeu até os ossos. Naquele domingo eu senti alívio por ele estar vivo e um desespero por ele ainda está doente.
Respirei fundo. Sentei na cadeira pra esperar e ele me olhou exatamente no momento em que eu o olhava. Ninguém ficou constrangido. Ninguém virou o rosto "por vergonha" de está olhando um para o outro ao mesmo tempo. Era apenas um sentimento mútuo de companheirismo velado entre dois estranhos que nunca trocaram uma palavra sequer.

Já se passaram uns sete anos desde a última vez que eu o vi e desde então não tenho notícias suas. Mudei de cidade e isso não facilita os encontros aleatórios. Não sei se o cabelo dele cresceu, se a pele ficou mais morena. Não sei se casou, se teve filhos, se conseguiu terminar a faculdade e qual ele escolheu. Não sei se está feliz, se arrumou um emprego legal, se foi para o último Rock in Rio e postou foto virado para o Palco Mundo. Eu só torço para que ele esteja bem, mesmo que eu não saiba seu nome, suas preferências e nunca tenha conseguido lhe transformar num dos meus personagens anônimos mesmo eu não o tendo conhecido.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Passos para acabar o estresse


Com as mudanças no jornal eu tenho ficado com menos tempo e, mais estressada. Amo muito o que eu faço, mesmo, mas ficar duas (às vezes três!) vezes mais do que eu já ficava tem me detonado.

Na tentativa de não ficar careca (porque meus cabelos têm caído constantemente por conta do estresse), resolvi adotar algumas medidas:


       1.    Voltei a ler.

Esse sempre foi um dos meus maiores hobbies. Além disso, nos últimos meses eu tinha comprado/ganhado muitos livros legais que resolvi tirar a poeira. E pra aproveitar melhor o tempo tenho lido no ônibus!

       2.    Voltei a andar de ônibus.
Acabou a vida boa! Além de economizar o dinheiro do taxi/gasolina/whatever andar de ônibus me remete a outro hobby antigo: imaginar personagens. Esse negócio de ficar “viajando” durante o trajeto Casa-Jornal reativa a minha criatividade e isso por si só já me deixa feliz (e menos pobre). Como Manaus disputa como a cidade com o pior transporte coletivo do mundo, a "obrigação" pegar ônibus e chegar no trabalho na hora certa me dá outro "bônus": disciplina.

       3.      Resolvi dormir mais
Não importa o que acontecerá no outro dia (se eu terei que pagar taxi, por exemplo), mas eu vou dormir sempre 8h ou o máximo possível e imaginável que seja perto disso. Com sono eu fico chata, imprestável e blerg.

       4.     Traçar planos e metas de pequeno-médio prazo
Afinal temos sonhos a serem realizados e para isso precisamos cumprir pequenas etapas, certo?

       5.     Bebendo mais água.
Nunca imaginei que beber mais água me deixaria tão mais tranquila e feliz.

      6.       Passar mais tempo com o Rafabel, mamis e Caio!
Porque a vida tem sido muito mais feliz com as demonstrações diárias de amor deles!

      7.       Marcar encontros com os amigos lindos!

Essa semana, conversando lá na redação com um senhor que é jornalista da casa há trocentos anos, ele me perguntou se eu estava bem. Disse que eu tinha que respirar e que pesquisas apontavam que saúde, família e amigos transformavam a gente em pessoas mais felizes do que dinheiro e sucesso profissional. Eu não sei o quão isso é  verdade e é posto em prática, mas é preciso tentar.

(Pegue sua xícara de café e vamos ver se isso dá certo)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ai, cansei!

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Mas ainda bem que tem

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(É Chico e ainda saímos no lucro!)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tudo mudou

Sei que no último post prometi uma super cobertura de bastidores da minha vida em Parintins (AM) durante minha primeira viagem dos vera pelo trabalho, mas como o título deste post já indica: tudo mudou.
Mas para entender como mudou, ignoremos essa primeira parte neste momento e voltemos a ilha dos bumbás.

Parintins - Parte 2: A paixão.

(Eu comendo ~bonita~ em Parintins)

O que é Parintins, gente? Quando me falavam "Parintins é uma ilha encantada" eu pensava que era modo de falar, mas não é. 
Para começar tivemos muita sorte. O editor-chefe, que foi coordenando toda a equipe, definiu que este ano o caderno especial sobre o Festival Folclórico deveria focar no povo, no caboclo de Parintins.
É oficial e sabido por todos que eu adoro conversar com o povão. Tem gente mais sábia? Essa "ação" sempre foi cultivada em casa, logo essa foi uma parte muito fácil/querida.

(Eu ~gordinha~ comendo tacacá em Parintins)

Em resumo: Parintins foi uma experiência sensacional para a minha vida. Conheci histórias/pessoas simples que me ensinaram muito. Aprendi muito sobre companheirismo e sobre jornalismo também... Nossa equipe tava muito boa e praticando a amizade dentro e fora da redação. Voltei uma pessoa extremamente melhor, sem dúvida.
(Super equipe do Portal A Crítica ~a oficial~ no Bumbódromo)

Voltei igualmente gripada, mas fui trabalhar. (Voltemos as mudanças)...

Voltei a trabalhar na última terça (ontem). Cheguei, sentei na minha mesa, fui chamada na sala da Diretora de Redação. Conclusão? Saí do Portal.

Pausa para reflexões sobre:

Eu amo o portal. Adorava trabalhar com os meus colegas. Adorava fazer Cidades. Adorava a "convergência de mídias". Adorava adorava e adorava!

A situação foi que, a vaga oferecida pela minha Diretora de Redação era para o impresso (eu nunca havia trabalhado com jornalismo impresso e já era uma nova experiência para o currículo) e para a editoria que eu sempre quis trabalhar na vida: Política! Tendo como editora a minha professora mais atenciosa/orientadora do TCC, uma das jornalistas que mais admiro: Ivânia Vieira. Tem como não largar tudo e se jogar de cara?



Hoje foi meu primeiro dia. Cagaço? Óbvio! Mas a minha vontade de aprender coisas novas e o desafio trabalhar em um ano de eleição é bem maior :D. Mas sobre as minhas aventuras politiquésticas, terei que ter mais uns dias para outro post.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sonhos

Sonhar é algo exclusivo das férias pra mim. Durante o ano letivo tenho tanta coisa pra fazer que quando sonho me sinto culpada do tipo: que diabos estou fazendo sonhando se tenho isso isso e isso pra fazer? Bizarro, eu sei, mas as coisas funcionam assim aqui.
Hoje, pra celebrar minhas férias com estilo, tive um sonho! Mas não qualquer sonho, um sonho bizarro CLARO, porq esses são mais gostosos de viver e de contar. Sonhei com o Chico Buarque... apaixonado por mim!
NÃO QUERO RISOS! Isso é extremamente possível, porq não? Maria Rita não casou com o Roberto Carlos? Morreu, mas morreu com o Roberto Carlos! Ok, eu não quero o Roberto Carlos, nem morrer de câncer (ai que horror), e também não acho tão simples/possível assim o Chico ser louco em vida por mim, mas sonho é sonho e esse é meu e ele era apaixonado e ponto final. Voltando ao sonho...
Na verdade, eu não lembro muita coisa.. Sei que ele se apaixonou por mim enquanto eu tinha ganho um concurso desses de rádio (Passe um dia com o seu artista favorito! Ou acompanhe ele durante sua turnê etcetcetcetc..) em que eu podia acompanhar um especial sobre ele... tipo daqueles que a Directv fez, e a Mari e o Caio (meu namorado lindo maravilhoso secksy TDB! pyteuzitcho de mamãe) me deram de aniversário. Enfim, foi nesse meio-tempo (eu levei um tiro no Rio de Janeiro durante as gravações, doeu que só, mas ele cuidou de mim no hospital) que o Chico percebeu que eu era a mulher pra ele, coisa muito fácil eu diria.
Só que como eu disse antes, o sonho era muito bizarro.. e de uma hora pra outra se passaram uns 10 anos. Só ele envelheceu, eu continuei gacthenha. E remexendo nos meus autográfos eu achei um tipo: Quando for o tempo certo.. Me liga! Não me pergunte porque eu achei que era o tempo certo, mas.. LIGUEI! Detalhe que eu tava sem crédito até mesmo no sonho e tive que ligar do telefone do meu avô e o Chico quase não me reconheceu! Então.. como se num passe de mágica eu acordei no outro dia no meu jantar de noivado.
Estava ele, Chico Buarque de Holanda, com uma blusa feia amarelo-marca-texto e uma gravata vinho, sentado na mesa gigante da minha família conversando, bebendo e expondo todo seu amor para todos presentes (as mulheres morriam de inveja CLARO) e eu chego.. por tras dele e digo: - Chico, pra mim não vai rolar.
Pausa: COMO ASSIM NÃO VAI ROLAR? COMO ASSIM EU DIGO PRO CHICO BUARQUE QUE EU NAO QUERO CASAR COM ELE?!
E ainda complemento: - Nosso amor se estendeu durante esses anos todos (minha pele continua jovem e bonita e voce anda se vestindo mal, papo isso eu nao disse, mas pensei.), mas meu coração agora pertence a outra pessoa.E me virei pro Caio (que agora deveria comprar o último box dos dvds do Chico que ainda falta, pois eu DISPENSEI o CHICO BUARQUE e isso não se faz) e disse: Feio, eu te amo!E ouviu-se um: OOOOOOOOOOOOOOUUUUUUUN.
E eu acordei. E ainda bem que isso aconteceu porque eu nao sei se suportaria ver 1) a cara do Chico de decepcionado. 2) o Caio fugindo, porque ele foge mais de casamento que todo mundo junto.
Saí do quarto e encontrei a mamãe.. E ela disse: Que cara é essa? E eu: Nada, acabei de deixar o Chico no altar, depois de eu ter levado um tiro. Contei toda a história e ela caiu na gargalhada.
É.. hoje em dia é assim.. As pessoas rindo das desgraças das outras.
(No nosso encontro real - percebam como ele parece totalmente apaixonado)